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Nossa História
A Seara Urbana começou em Janeiro de 2006
como uma vigília de oração pelo Ministério Na Brecha da Jubacad. O
nosso primeiro encontro foi na Praça Arauto da Paz, onde convidamos as
pessoas que estavam freqüentando os cultos do Jubão daquele ano. Logo
ao final da vigília, a “radical” Karina Brandão e seu pai Milton
Brandão, nos convidaram para conhecer e visitar os “amigos” deles.
Fomos com eles em alguns lugares no centro e em torno da rodoviária de
Campinas conversar com alguns moradores de rua que eles já conheciam.
A vigília já tinha sido acertada para toda sexta-feira daquele mês
após o Jubão, e continuamos com a vigília e com as nossas visitas a
população de rua.
Assim nasceu o Ministério Seara Urbana.
Hoje contamos com uma média de 25 pessoas que fazem parte deste
ministério.
Não estamos filiados a nenhuma igreja ou instituição, mas temos a
aprovação das igrejas dos voluntários participantes.
Contamos com uma parceria com a Casa de recuperação Missão Vida em
Anapolis-GO. A Seara Urbana identifica um morador de rua que tenha
pretensão em sair das ruas e durante 30 dias fazemos um acompanhamento
deste. Após este período, verificamos a real necessidade e disposição
da pessoa em passar pelo tratamento de recuperação que tem duração de
7 meses. O custo das passagens de envio é da Seara Urbana que conta
com doações.
Temos como objetivo a recuperação, restauração e reintegração de
pessoas que estão ou moram nas ruas. Sendo restauração física, mental
e espiritual.
Para tal, temos contato semanal com a população de Rua de Campinas em
alguns pontos pela cidade. Com isso criamos laços de confiança e
averiguamos a necessidade e seu grau de cada pessoa. Assim podemos
tomar providencias para alcançar o nosso objetivo.
A Dra. Bethsean Picinalli tem a disposição da Seara Urbana um
consultório psiquiátrico onde ela atende moradores de rua que
verificamos a necessidade de um acompanhamento psiquiátrico.
Mariana Guerreiro é a líder da parte médica da Seara Urbana e conta
com as enfermeiras Andiléia Baldassari e Gisely Tonetti. Alguns
medicamentos e instrumentos médicos são levados para o atendimento nas
ruas para o auxilio às pessoas que estão com alguma enfermidade. Já
tivemos caso de ter que levar pessoas ao hospital. Como Mariana
Guerreiro foi enfermeira no Hosp. Mario Gati, podemos dar um bom
atendimento a essas pessoas.
Levamos bolo ou pão, chocolate quente, suco ou café como um “pretexto”
para podermos nos aproximar e poder servi-los. Com isso também podemos
auxiliar de outra forma alguns problemas que eles enfrentam. Muitos
deles às vezes estão bêbados ou drogados e com o açúcar que contem no
bolo e o café forte, conseguimos dar uma controlada nisto.
Nosso trabalho não se limita somente com as pessoas mais necessitadas
que moram nas ruas, mas também aquelas que por motivo ou outro estão
lá. Fazemos trabalho também com prostitutas, travestis e “punks”. Como
o trabalho é feito de madrugada esses outros tipos de pessoas estão
neste horário pelas ruas também.
Para as prostitutas levamos flores para dizermos a elas o quanto elas
são especiais.
Neste trabalho, conseguimos alguns resultados positivos. Muitos se
converteram para o caminho de Jesus, outros conseguimos enviar de
volta às suas famílias e outros ainda encaminhamos para instituições
de recuperação.
Não temos os números nem estatísticas exatas, pois sempre fizemos este
trabalho movido pelo o amor que criamos com este pessoal e na urgência
de fazer algo por elas.
Não tínhamos planos em nos tornar um ministério, isso foi com o tempo
que Deus foi trabalhando.
Com o cotidiano nas ruas percebemos então a necessidade de termos um
transporte de médio porte para poder transportar as pessoas, de
parcerias com entidades que nos providenciem alimentos, pois todo o
custo tem sido das pessoas que participam do ministério. A necessidade
de um lar de recuperação para eles.
Desta forma, resumida, temos trabalhado para levar a mensagem da
salvação em Jesus Cristo para essas pessoas que precisam de Deus,
assim como nós, mas que precisam de muitas outras coisas que nós
podemos ajudar de alguma forma.
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